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O Line-Up da festa furou naquele que poderia ser considerado como sua maior atração. Posso afirmar que se já não era, Simon Posford consolidou o mito de nunca comparecer a festas agendadas no Brasil. E como haviam outras atrações em que seu nome era parte ou o todo das mesmas (Younger Brother, Prometheus), acabou ocorrendo um princípio de efeito dominó no line up, e por vários momentos não se sabia quem iria tocar. Uma situação completamente inusitada, considerando-se a força do Line-Up presente. Houve um momento em que um DJ (não me perguntem quem) tocou de cabo a rabo o último CD do Skazi, na sequência, música 1, 2, 3 e assim sucessivamente... Essa confusão foi certamente percebida e lamentada pelos mais antenados, mas vale dizer que o grande público passou por cima destes percalços, uma rapaziada jovem e com muita disposição. O conceito musical da festa, claramente full on, foi seguido. Muitas tocadas de Banzi, Ricktam, Shanti, Chelli, em suas muitas variantes e projetos (GMS, Zorba e outros), individualmente, em ping pongs, etc..... no mais, Skazi apavorou na madrugada do sábado, Logic Bomb na tarde do sábado também, GMS, Zorba, e os brasileiros, que foram responsáveis por vários dos momentos de alta vibe na pista. No mais, as tradicionais tensões no backstage.
A questão do Line Up trás algumas lições: ninguém, independente da organização, poder financeiro, boas conexões ou outras qualidades, está imune a este tipo de situação. O que realmente conta nestes momentos é a força e pureza de propósitos do evento e de quem o organiza. Algumas pessoas não entendem quando muitos dizem que não teve importância o não comparecimento de tal DJ, ou de tal grupo, achado ser essa uma postura comodista ou alienada. Nem sempre. Às vezes o evento tem tal dinâmica e qualidade que não seria errado dizer que quem perdeu a festa foi o DJ furão. Em Corumbá 2001 foi assim. Ao invés de Parasense, que faltou, tocou S-Range. E ficaram todos felizes.... na minha opinião, justificadamente. Quando cheguei na festa, na quarta-feira a noite, uma tremenda queimada descia serra abaixo. Era uma cena grandiosa, um veradeiro drama da natureza, labaredas de 9, 10 metros de altura, ouvia-se o barulho da massa seca estalando à grande distância. As vezes dava a impressão que nada poderia deter aquela avalanche vermelha... Foi necessário inclusive a intervenção de equipes para combater o fogo pela manhã, o que fizeram com sucesso. Era uma indicação, para os mais intuitivos, de que a festa prometia. Incrívelmente no domingo, choveu torrencialmente, fato raríssimo nesta região na estação da seca. E um tremendo arco-íris apareceu, coroando aquela que neste ano pode ser considerada como a festa Fenix, renascida do fogo. Simbolismo perfeito. Com certeza saímos todos da festa muito mais leves, felizes e tranquilos do que quando chegamos. Mais uma vez, Thank You Trancendence!! |
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| Review by: Alok Fotos by: Sadao Oshiro | |
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